sábado, 10 de abril de 2010

PREFÁCIO DE "A IGREJA, A REFORMA E A CIVILIZAÇÃO!


" O fato positivo da existência atual da Igreja, uma e imutável, a continuar uma vida duas vezes milenária e maravilhosamente fecunda em frutos de civilização e santidade, constitui, sem dúvida, uma prova majestosa da sua instituição divina.

A protestantes e incrédulos só peço que me leiam com ânimo desprevenido de que deseja sinceramente conhecer a verdade para abraçá-la com generosidade e amor."







OBRAS COMPLETAS DO


Pe LEONEL FRANCA S.J.


A IGREJA, A REFORMA

E A

CIVILIZAÇÃO

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6ª Edição - 1952

PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO Pg.7


PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO


Grande é a responsabilidade de quem escreve.


Agitar idéias é mais grave do que mobilizar exércitos. O soldado poderá semear os horrores da força bruta desencadeada e infrene; mas, enfim, o braço cansa e a espada torna à cinta ou a enferruja e consome o tempo. A idéia, uma vez desembainhada, é arma sempre ativa, que já não volta ao estojo nem se embota com os anos. A lâmina do guerreiro só alcança os corpos, pode mutilá-los, pode trucidá-los, mas não há poder de braço humano que dobre as almas. Pela matéria não se vence o espírito. A idéia do escritor é mais penetrante, mais poderosa, mais eficazmente conquistadora. Vai direto à cidadela da inteligência. Se a encontra desapercebida (e quantas inteligências desaparelhadas para lutas do pensamento!) toma-a de assalto, instala-se no seu trono e daí dirige e governa, a seu arbítrio, toda a atividade humana. Pelo espírito subjuga-se a matéria.
Quantos crimes que se atribuem à força e são filhos da idéia! Se fora perfeita a justiça humana, muita vez, não sobre o braço que vibrou o punhal assassino, mas sobre a pena que semeou a idéia homicida, é que deveram pesar os rigores da sua severidade.

Grande sempre á a responsabilidade de quem escreve! Mas se é religioso o livro que se atira às multidões, essa responsabilidade assume quase proporções infinitas. Semear idéias religiosas é dirigir consciências. E dirigir consciências é orientar o homem no problema de seu destino, cuja incógnita se resolve na tremenda alternativa de duas eternidades, uma infinitamente feliz, outra infinitamente desventurada. À perspectiva destas inelutáveis e irreparáveis conseqüências, como devera tremer a mão do escritor que se abalança à gravidade de tamanha empresa!




PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO Pg.8


Que respeito religioso à verdade! Que prudência circunspecta nas asserções! Que certeza absoluta e inconcussa nas doutrinas que se querem inculcar às almas! Que delicadeza de escrúpulos em fulminar anátemas contra convicções que nutrem, vigoram e confortam a vida espiritual de milhões dos nossos semelhantes! Mais do que qualquer outro, um livro religioso deve ser obra de ciência e obra de consciência.1

No Brasil o Sr. Eduardo Carlos Pereira, professor de gramática no Estado de São Paulo, não recuou ante à gravíssima responsabilidade de publicar um estudo de controvérsia religiosa.2

São vastas as ambições do autor. O Brasil parece-lhe pequeno teatro de expansão às idéias. É à imensidade da América latina que dirige os esforços da sua propaganda.

A seu ver, em toda essa dilatadíssima extensão ainda não está definitivamente resolvida a mais grave, a mais importante, a mais transcendental das questões, que podem preocupar um povo: a questão religiosa. É ainda um problema, isto é, uma incerteza, uma dúvida em busca de solução. E a solução, sua solução, ele a propõe, clara e categoricamente, sem rebuços nem reservas. Cumpre renunciarmos a todo o nosso passado religioso, descrermos o símbolo dos nossos pais, içarmos a bandeira da revolta contra Roma e bandearmos para o protestantismo. O dia em que a América latina for luterana, calvinista, anglicana, metodista, presbiteriana, anabatista, unitária, sociniana, etc., etc. assinalará o advento de sua idade de ouro. A cornucópia protestante choverá então a liberalidade dos seus bens sobre os infelizes que ora gemem sob o jogo aviltante do Papado. Agricultura, comércio, indústria, liberdade, ciência, moralidade, tudo florescerá nos resplendores de uma nova civilização, nascida, de chofre, ao toque mágico de uma varinha prodigiosa, cujo condão é monopólio dos filhos de Lutero.

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1. Em argumento semelhante RUI BARBOSA:










“A natureza de tais questões exigia que dela não se aproximasse ninguém senão com uma sinceridade absoluta e uma intensíssima percepção de sua gravidade... É dos interesses eternos do homem que se trata, das suas relações com Deus, das suas responsabilidades, das bases morais da família e da sociedade. Com a consciência, a sua liberdade, os seus direitos não se especula, não se transige, não se joga”. Discurso proferido em Belo Horizonte em 1910. Excursão eleitoral aos Estados da Baía e Minas Gerais, Garroux, S. Paulo, 1910, pág. 213. “Jouer avec lês questions qui dominet La vie ET La mort, avec La natura mystérieuse, avec Dieu, se faire um sort littéraire e philosophique aux dépens du vrai, ou hors La dépendençe Du vrai, n’est-ce pás um sacrilège?”. Sertillanges, La vie intellictuelle (4), París, 1921, p. 12.

2. No Brasil o Sr. Eduardo Carlos Pereira, professor de gramática no Estado de São Paulo, não recuou ante à gravíssima responsabilidade de publicar um estudo de controvérsia religiosa2

São vastas as ambições do autor. O Brasil parece-lhe pequeno teatro de expansão às idéias. É à imensidade da América latina que dirige os esforços da sua propaganda.




PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO Pg.9


Tal em resumo o pensamento inspirador do Sr. Carlos Pereira.

A primeira e a última página do livro exprimem-no com brevidade e clareza. No frontispício da obra lê-se “o problema religioso da América latina”. É o ponto da partida: um problema de cuja incógnita se procura o valor. “Fora de Roma, centro do Cristianismo” é o fecho do livro, que condensa a solução do gramático teólogo.

Fácil é de ver com que avidez nos atiramos a lê-lo. A gravidade do assunto, o arrojo da novidade, o subtítulo “estudo dogmático-histórico" a prometer-nos um trabalho de fôlego, tudo nos solicitava e prendia a curiosidade. Lemo-lo atentamente, uma e outra vez. Foi uma decepção, uma triste e amarga de decepção. Contávamos com um livro de ciência; deparamos com uma obra de fancaria. Esperávamos uma obra de consciência e caiu-nos nas mãos um libelo de sectário apaixonado.

O leitor que tiver a paciência de ler até o fim as páginas deste modesto trabalho facilmente se convencerá de que não exagero: todo ele é uma longa e evidente demonstração de quanto acabo de afirmar.

Não empreenderemos, porém, por miúdo a confutação de todos os erros e ilogismos do pastor brasileiro. Esta empresa nos levaria longe e ensancharia matéria para mais de um volume. Fora reabrir, sem necessidade, todos os velhos debates com o protestantismo. A apologética serena e profunda dos grandes controversistas católicos já exauriu o argumento e rebateu, uma a uma, de maneira vitoriosa e irrespondível, todas as falsidades dos inovadores do século XVI. Não há porque recomeçar esse trabalho imenso de erudição histórica segura, de discussões teológicas bem travadas, de perspicácia, dialética irrefragável e triunfante.

Aliás, todo o nervo da controvérsia entre católicos e protestantes reside numa questão fundamental, cuja solução definitiva decide o êxito da pendência multissecular. Onde se acha o verdadeiro cristianismo? Onde a Igreja genuína fundada pelo Salvador? Cristo instituiu um magistério vivo, infalível, autêntico, uma Igreja visível, hierárquica, indefectível, depositária incorruptível dos seus ensinamento, encarregada de os transmitir, na sua pureza primitiva, às gerações de todos os tempos? Ou, pelo contrário, quis o divino Salvador que a sua doutrina, embalsamada nas letras mortas de um livro, flutuasse à mercê do arbítrio e das incertezas da interpretação individual; que, sem vínculo orgânico, sem harmonia de fé, sem unidade moral, sem coesão de governo, se pulverizasse a sua Igreja, no decurso dos tempos, em mil seitas contraditórias – vasto acervo de pedras que mais assemelhassem a montão ruinoso de sistemas humanos que à majestade harmônica de um templo divino?




PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO Pg.10


Se assim é, o protestantismo tem razão. Mas se, ao invés, é verdadeira a primeira hipótese, só a Igreja católica, apostólica, romana reúno os verdadeiros caracteres da instituição divina de Cristo. Essa é a Igreja da está escrito que é coluna e firmamento da verdade; essa a Igreja, cujos ensinamentos e decisões deverão ser ouvidas pelos fiéis sob penas de serem considerados como pagãos e pecadores; essa a Igreja, que nas promessas divinas tem o penhor de imortalidade: contra ela não hão de prevalecer as portas do inferno, com ela estará o Salvador todos os dias até à consumação dos séculos.

Aqui, pois, vibra o âmago da questão. Aqui importa concentrar os fogos. Aqui se deve renhir a batalha campal decisiva. O mais são guerrilhas de diversão, escaramuças sem importância.

Para iluminar este ponto capital convergirão todos os nossos esforços. No primeiro livro poremos em relevo os caracteres divinos da Igreja católica, vindicando-a ao mesmo tempo das acusações adversárias. Em torno do Papado, alvo a que de modo particular atira a pontaria do inimigo, gravitará toda a discussão dessa primeira parte. A segundo será consagrada ao exame dos títulos credenciais do protestantismo. Na sua origem bastarda, nas contradições das suas doutrinas fundamentais verá o leitor o sinete inconfundível de uma adulteração humana da grande obra de Cristo.

Aqui terminaria a nossa tarefa se o Sr. Carlos Pereira não transferisse o debate para o campo social. A idéia fixa de que o protestantismo constitui o fator poderoso de todos os progressos modernos e o catolicismo a rêmora da civilização, é a alma inspiradora do seu livro. À crítica serena e imparcial desta grande mistificação histórica, guindada às alturas de tese irrefutável, consagraremos a terceira e última parte do nosso estudo. Com a balança da justiça e à luz dos fatos pesaremos os méritos reais do catolicismo e da Reforma luterana no desenvolvimento econômico, intelectual e moral da humanidade. Os resultados desta investigação conscienciosa nos darão a chave do problema religioso não só na América, senão no mundo inteiro.




PREFÁCIO DA 1ª EDIÇÃO Pg.11
Ao amor ardente, leal e desinteressado com que estremecemos a nossa pátria devíamos esta insignificante mas sincera contribuição dos nossos esforços na luta pela verdade – por essa verdade que eleva as inteligências e enobrece os corações, que saneia,m vivifica e salva os indivíduos e os povos.

Mais tardiamente do que nos pedira a consciência saem à luz estas observações críticas. Afastados momentaneamente do Brasil e absorvidos por outras ocupações inadiáveis, só volvido em ano da sua publicação, nos veio ao conhecimento a obra do ilustre gramático paulista. Serôdio, pois, virá o fruto dos nossos trabalhos, mas, queremos crê-lo, nem por isso menos grato ou menos útil.

A dádiva de um coração amigo é sempre acolhida com benevolência; a luz da verdade nunca amanhece tarde nas almas3

Roma, 1922

Pe LEONEL FRANCA S.J.
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3. Julgamos desnecessário chamar a atenção dos leitores sobre a posição lógica em que nos colocamos. Não fazemos um estudo completo de apologética; discutimos apenas questões controvertidas entre católicos e protestantes. Nessa altura, supomos demonstradas e admitidas as verdade fundamentais do cristianismo: a existência de Deus, a divindade ou pelo menos a missão divina de Cristo e a inspiração da Bíblia. Neste terreno comum aos nossos adversários é que travamos o combate. O materialista que rejeita um Deus pessoal e transcendente, o racionalista que nega o sobrenatural cristão não são aqui diretamente visados pelos nossos argumentos. Não queremos com dizer que a leitura destas páginas lhes seja de todo inútil. O fato positivo da existência atual da Igreja, uma e imutável, a continuar uma vida duas vezes milenária e maravilhosamente fecunda em frutos de civilização e santidade, constitui, sem dúvida, uma prova majestosa da sua instituição divina.

A protestantes e incrédulos só peço que me leiam com ânimo desprevenido de que deseja sinceramente conhecer a verdade para abraçá-la com generosidade e amor.



4 comentários:

  1. Dom Francisco Alves Feitoza15 de janeiro de 2012 00:40

    Naqueles idos, havia grandes polemistas como os brilhantes padres da Igreja Romana, Júlio Maria e Lúcio Navarro, pois os estudei desde o tempo de Seminário. Tínhamos também grande polemistas nos meios protestantes, Alvaro Reis e Jorge Buarque Lira (presbiterianos) que eram causticantes e até severos com a linguagem metodológica de nossa ortografia. Hoje já não existe a mesma coisa, temos apenas deste lado pastores ecumênicos que em Concílios Católicos entram mudos e saem calados, é de pensar-se que tudo é a mesma coisa e tais pastores estão de namoro com as doutrinas católicas e os crentes não sabem disso. Dom.Francisco Alves Feitoza, bispo da Congregação dos Padres Missionários de Jesus.

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  2. Me respondam por favor: Se a Igreja Catolica Romana diz ser tão substancial, tão solida, porque Pedro é o 1.o Papa sendo que ele era o mais iletrado de todos os discipulos, porque não Paulo? Porque um discipulo tinha que ser lider da igreja e os demais subalternos a ele? Sendo que todos eram discipulos? Porque a igreja rezou a missa em latim até a decada de 70 e não na lingua materna de cada nação, e ainda porque não era rezado em aramaico se a lingua de Cristo era esta? Porque os fieis não tinham conhecimento e leitura da biblia? Porque o Papa e os seus subalternos se consideram representantes de cristo na terra, se eles não nasceram de virgens atraves do espirito santo e não co-sanguineos de cristo diretamente? Porque comemoramos o nascimento de cristo no dia da comemoração do Sol (comemoração pagã romana)? Porque os santos de gesso e barro fazem milagres se não tem vida? Porque precisamos dos santos para intermediar entre nós e Deus se podemos falar diretamente com Ele? E finalizando, porque precisamos ter um santo para cada causa se Deus e Jesus Cristo atraves do Espirito Santo nos deixaram livres para clamar por nossas causas diretamente a eles?

    Gostaria das respostas se possivel em meu e-mail: alves amg@hotmail.com e por favor coloquem as perguntas e em seguida as respostas abaixo.

    Att.

    Walter.

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    Respostas
    1. 1. Se a Igreja Catolica Romana diz ser tão substancial, tão solida, porque Pedro é o 1.o Papa sendo que ele era o mais iletrado de todos os discipulos, porque não Paulo?

      Resposta: A Igreja Católica é a Igreja instituída por Cristo (Mt 16,7-19). Todo cristão pelo batismo torna-se uma só coisa com Cristo (Rm 6,5) formando, com os demais, neste mundo, seu corpo que é a Igreja (1Cor 12,12-13). Cristo é a sua cabeça invisível e nós, os batizados, somos seus membros. Na terra temos um preposto de Cristo, eleito diretamente pelo Pai e empossado solenemente por Cristo para ser o apascentador de todo seu rebanho, isto é, pastor dos cordeiros (fiéis) e das ovelhas (bispos) (Jo 21,15-17). Não consta que Pedro fosse o mais iletrado de todos os apóstolos embora São Paulo tivesse mais cultura, mas não é isto o critério da escolha feita pelo Pai e imediatamente aceita por Cristo;

      2. Porque um discipulo tinha que ser lider da igreja e os demais subalternos a ele?

      R. - Na Igreja de Cristo o maior é servo de todos (Mt 23,11). É por isso que o papa assina "Servo dos servos de Deus". Prestamos-lhe obediência porque esta é a vontade do Senhor: "Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta). Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, QUE ISTO VOS SERIA FUNESTO" (Hb 13,17)

      3. Porque a igreja rezou a missa em latim até a decada de 70 e não na lingua materna de cada nação, e ainda porque não era rezado em aramaico se a lingua de Cristo era esta?

      R. - Isto não é verdade. Os cristãos do rito latino que era a língua mais falada rezavam a Missa em Latim; os do rito grego, rezavam em grego e assim por diante, pois dentro da Igreja de Cristo há variedades de línguas. Eu amava a missa e os lindos cantos em latim, ainda mais que ao lado do latim sempre acompanhava a versão portuguesa.

      4. Porque os fieis não tinham conhecimento e leitura da biblia?

      R. Isto já não é verdade. É exatamente na missa que temos: 1. Primeira Leitura: do Antigo Testamento; 2. Salmo (lido ou cantado); 3. Segunda Leitura: Epístola; 4. Terceira Leitura: Evangelho. Quando se rezava em Latim, toda Missa terminava com a Leitura do início do Evangelho de São João.

      5. Porque o Papa e os seus subalternos se consideram representantes de cristo na terra, se eles não nasceram de virgens atraves do espirito santo e não co-sanguineos de cristo diretamente?

      R. Cristo escolheu seus apóstolos sem usar tais critérios; o mesmo se deu quando o Pai escolheu a Simão Barjonas para ser a Pedra sobre a qual Cristo edificaria sua Igreja. Deus é soberano e não precisa revelar os motivos de sua escolha

      5. Porque comemoramos o nascimento de cristo no dia da comemoração do Sol (comemoração pagã romana)?

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    2. R. Deve ser por reles coincidência ou mesmo escolha divina; nem sabia que em 25 de dezembro se comemora o nascimento do sol! Comemoramos o Natal nesta data porque este foi o dia do seu nascimento de Cristo, mas para você se inteirar disso será preciso admitir boa parte das tradições, conhecer arqueologia e não somente a leitura do Novo Testamento que foi escrito pela Igreja Católica e por sua própria iniciativa.

      6. Porque os santos de gesso e barro fazem milagres se não tem vida?

      R. Não existem santos de gesso e barro. Santos são todos aqueles que lograram entrar no Reino de Deus depois desta vida (Hb 12,14). De barro, gesso e outros materiais como madeira, mármore etc. são feitas imagens, que simbolizam os santos. Estas, segundo a Biblia são necessárias, úteis e benéfica, caso contrário Deus não as teria mandado fazer (Ex 25,18; Nm 21,8); não teria dados suas ordens ao povo falando do meio delas (Ex 25,22); não teria operado milagres através delas (Nm 21,9; Ex 25,22); não as teria aprovado quando aprovou o templo de Salomão (Nm 21,9; Ex 25,22; 1 Rs 8, 10-11); e sequer teria aceitado a adoração de seus servos prostrados ante as imagens de dois santos (Js 7,6). Ah, os anjos são santos! Também: as imagens não fazem milagres, pois são objetos inanimados apesar de sacros. Quem os faz é Deus.

      7. Porque precisamos dos santos para intermediar entre nós e Deus se podemos falar diretamente com Ele?

      R. Cristo é o único mediador entre nós e Deus, porém, ele nos mandou "mediar", através da oração, até por nossos perseguidores (Mt 5,44). Quando fazemos nossas orações a favor de alguém, na verdade, é o próprio Cristo que está orando, considerando que o batizado é uma só coisa com Cristo (Rm 6,5). A eficácia de nossa oração depende de nossa perfeita união com Cristo, o que se dará somente quando estivermos no céu. A oração, portanto dos santos, que já estão no gozo da visão divina, é muito mais eficaz que a nossa, pois ali a comunhão entre eles e Deus é perfeitíssima.

      8. E finalizando, porque precisamos ter um santo para cada causa se Deus e Jesus Cristo atraves do Espirito Santo nos deixaram livres para clamar por nossas causas diretamente a eles?

      R. Você está livre para clamar a Deus como quiser, porém, se dispuser de um amigo que esteja bem mais próximo do Altíssimo, sua oração terá muito mais eficácia. Deus exalta quem se humilha e humilha quem se exalta (Lc 18,14). Há cristãos que se acreditam tão grandes que desprezam esses amigos que temos nos "tabernáculos eternos": "... fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16,9)

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